Permanecer deitado por todo o domingo é deleite. Confortáveis roupas desordenas - no jovem corpo velho - sobre o colchão surrado. O cheiro do conforto exalado pela essência constituinte da preguiça... A fome. A fome. Piscar - os olhos. Fechar os olhos. Revirar-se. Bocejar. A música... O edredom ainda fresco. A paz. A despreocupação com tudo, e o simples prazer de existir apreciando cada segundo da cama, no vazio do escuro quarto...
Ler. Ler. Celular. Ler.
Não importa o antes; não me interessa o depois... Talvez houvesse paz no mundo se vivêssemos todos os dias como num domingo.
Os pássaros cantarolam. Os carros lá fora - buzinas.
Arfo. Respiro fundo.
Penso no amor - queria vive-lo. A cama, e tudo mais, me enlaça. Viro-me. Suspiro-me. Apago-me.
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