Há
uma expressão que pode traduzir o dia-a-dia dos terráqueos neste planetinha
azul. Morbidez mórbida.
Digo
isso, pois mesmo esse planetinha, possuindo vida orgânica em sua superfície, e
mesmo essas formas de vida orgânica, possuírem diversos itens e artifícios, que
lhes proporcionam diversão e felicidade ilusória. Sua rotina é a mesma que foi
ontem, e será a mesma amanhã.
Partindo
do princípio para uma explicação mais ampla. Ao nascerem, nascem chorando,
demonstrando repúdio ao nascimento, como se não quisessem sair da fêmea-mãe.
Tal fato prova-se, pois quando o primata pelado (bebê, criança, moleque,
pentelho ou peste, apelidos que os dão na Terra) está em processo de
desembarque da fêmea (parto), a fêmea em questão faz um esforço colossal para
que a criaturinha – que não quer nascer –, saia, mesmo sendo a força.
Após
o nascimento, sua dieta é basicamente a base de leite, alguns grãos, frutas,
vegetais, carne animal, água e outros minerais – Aqui nesta explanação, a
morbidez prova-se, pois consomem tais alimentos até o dia da morte.
Durante
a chamada infância, são guiados por animações coloridas – Denominadas, de “desenhos
animados” – que não possuem nexo algum, e não condizem com a realidade. Ainda na
infância, manuseiam plásticos coloridos inanimados, chamados brinquedos. Esses
brinquedos, não possuem nenhuma função aparente, além de distraírem as
crianças, para que elas não perturbem seus genitores.
Ao
crescerem um pouco mais, fazendo alguns “aniversários” (comemorações em homenagem
à aproximação da morte). Temos a adolescência. Fase mais complicada da vida dos
terráqueos, pois nela, começam a descobrir coisas de “padrão adulto”, em outras
palavras, amadurecer. Mas o amadurecimento é apenas teórico. Nessa fase, a “preguiça”
(denominação ao ato de fazer absolutamente nada), toma conta de seus seres, e
os tornam pedaços de carne insignificantes. Seus hormônios estão mais aflorados
e ativos, portanto suas emoções consequentemente os enganam, fazendo-os agir pelo
o que veem os olhos, e não com a razão, então perdem-se muitas vezes num poço
de mágoas desnecessárias.
Amadurecendo
e cicatrizando as feridas da adolescência, chega à fase adulta. Fase na qual, o
ser terráqueo, se firmara como ser, definindo o que será para o resto da vida.
Não há muito que dizer, pois na fase adulta, o terráqueo, praticamente trabalha,
come, dorme, firma uma aliança amorosa com uma fêmea (casar), tem novos
terráqueos. E assim, dá-se a continuação da espécie, e da morbidez.
Passando
mais algum tempo, alguns anos terráqueos após a fase adulta, chega à velhice. Fase
de descanso, de relembrar as glórias do passado – Mesmo que não haja glórias
para serem lembradas, pois a única coisa que fez antes da velhice, foi fazer
parte da morbidez.
São
formas de vida ainda primitivas, e por isso, são carentes, emocionais, solitários.
Não entendem ainda, qual o significado da palavra amar; definem tal palavra de
maneira deturpada, discernindo-a e relacionando-a ao acasalamento e ao amor
carnal – Ressalto aqui, que há dois mil anos, um de nossos missionários, foi em
missão á Terra, para tentar ensinar os terráqueos, o significado da palavra
amor, porém devido a algumas circunstancias, não pode fazer muito. Trabalhou
apenas três anos, e ainda assim, fora crucificado.
Perto
da morte, os terráqueos percebem que poderiam ter feito algo diferente da vida.
A vida, não é apenas um ciclo, onde, nasce, vive, reproduz-se e morre. Não dissertarei
sobre o sentido da vida, deixarei essa tarefa aos monges budistas da Terra.
E
sem mais delongas, podemos concluir a fase em que vive os terráqueos atualmente,
como: “processo de entendimento das coisas”. Logo, não dão as suas vidas, outro
rumo, se não a morbidez hereditária. Contudo, como estão em fase de
aprendizagem estão fadados a melhorar, e assim, tornarem suas vidas, mais
dignas de serem vividas.