Os sábados tornaram-se deleitosos - na verdade sempre o foram -, com especial atenção às suas manhãs.
Sua aurora é como minha aurora. Seu calor virgem, fim deste verão, é um terno abraçar... pois há um estranho prazer em acordar de modo desprogramado, incondicionado, sem obstinação alguma do despertar agudo, mal dormido, que salta o sangue aos olhos enquanto o corpo mal se sustenta, proporcionado pelo sepulcro despertador.
Há, também, jubilo em estar despreocupado quanto ao vestir-se, quanto ao aparentar-se, que, agora, jaz autentico: isto é, em desalinho.
Música leve, a preguiça me perpassa o ser. Sentado na poltrona sinto, e sou, um segundo de paz. O café... a alma delira - calmaria. Querido sábado.
Contudo, isto posto, soturno, pergunto: "é tudo passageiro? Tudo isto - este renovar-se - é apenas um alento, uma ilusão, uma algazarra à dignidade, vista à semana brutal que logo se aproxima...?". Sem resposta.
Mas tudo bem, sempre está tudo bem...
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