terça-feira, 8 de abril de 2014

Dilema Brasil

Não é fácil ser brasileiro. Um país naturalmente belo tornar-se precocemente feio. A sujeira de baixo do tapete acumulada desde o descobrimento é vergonhosa e revoltante. O conformismo de um povo treinado a aceitar mentiras é humilhante. A ignorância plantada se faz valer todos os dias. O medo da miséria transforma os cidadãos em verdadeiros escravos, que vendem-se a salários ridículos a custo de sustentar uma minoria poderosa, que a mídia os tem como deuses.

A educação pública é precária. Alunos alienados, sem senso de mudança, sem perspectivas, submetem-se a cinco horas de blábláblá. Professores mal pagos submetem-se ao estrupo moral do sistema que os desmotivam a lecionar para uma multidão vazia. Grande parte do investimento direcionado a educação, passa pelo bolso de uns e de outros engravatados, e o que realmente sobra ninguém sabe para onde vai.

A segurança pública está abalada. Convivemos com uma guerra civil diariamente, disputas entre traficantes, homicídios acima da média, assaltos cada vez mais violentos, domínio e disputas de milícias, intervenção das Forças Armadas nos morros cariocas, e cidades do nordeste consideradas as mais violentas do mundo.

A saúde é de adoecer. Não temos médicos suficientes, e os que temos, ou pouco importam-se com a atual situação, ou já são suficientemente experientes, e já conformaram-se. A “nova safra” de médicos que há de se formar não possuem o mínimo interesse em integrar ao sistema público de saúde, justamente por não serem atraentes os benefícios e principalmente o salário. E diante das circunstâncias o que o governo faz? Importam médicos estrangeiros, e ao invés de fecharem esse “buraco”, preferem apenas encobri-lo no melhor “jeitinho brasileiro”.

Logo, um país com um dos maiores PIBs do planeta, não deveria encontrar-se em condições lixo como as são. E enquanto você assiste à novela, seu filho não sabe ler, seu marido está sendo assaltado, sua mãe está morrendo no leito esperando por um atendimento, e a arrecadação de imposto ultrapassa um trilhão de reais. Então, na hora do voto, não defeque na urna, vote nulo.

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