domingo, 6 de março de 2016

Olhos de Alma

Fechei os olhos para a realidade 
E vi-me lúcido na escuridão 
Quando os abri
A luz me exibiu suas trevas
Assustando-me
Fechei os olhos 
E não havia mais dor
Não haviam posses 
– Nem poses
Tudo era um 
Havia, também, igualdade e justiça
Pois 
Todos eram nada 
Abri os olhos e havia medo 
Havia ódio
Havia disputa
Segregação entre iguais
– Era mesquinho
Nas trevas 
Ao fechar os olhos
Era como se tudo fosse paz 
Harmonioso...
Abri os olhos 
E vi o caos no silêncio
A maldade no sorrir
E
A malícia na inocência

Não abro os olhos...
Não abra

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