Tanta coisa na cabeça, mas a ideia não sai. Talvez seja preguiça, talvez seja o tal do bloqueio.
As ideias engasgam na caneta, nas teclas... a preguiça me abraça e o bloqueio me beija, abusam de mim e me impedem de por uma palavra sequer neste espaço em branco... vazio e solitário.
Careço da escrita, como um drogado carece a droga, como um amante carece o reles beijo, como um apaixonado... como um apaixonado carece os braços ternos de seu amor.
As minhas ideias carecem da não preguiça, mas há horas que as engrenagens não rodam. Mil ideias explodem, mas o escrever afunda-se no oceano iludido da preguiça de cada dia que, sem pudores, abusa de mim.

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