Tédio.
O pé que dorme; os olhos que fitam, e a luz que, no piso gelado, pousa. A cama
quente, o frio que esquenta, e a música que sorri aos ouvidos. Os olhos que se
fecham, a moça que fala, o Téo que late. A música que se vai, a mente que
escreve. A música que volta para fazer meus ouvidos felizes, os pés
que gelam, e as meias que chegam. A caneta lenta que beija o papel, o azul que
marca, e a mente que se distrai. A música que se vai, os olhos que piscam, o
corpo que respira, a mosca que canta, e a música que torna, vêm...
A
preguiça desembarca. A mãe que grita e a louça que não se lava, só. A lição que
não se faz, só. A roupa que não se estende, só... E essa chatice amável do
dia-a-dia que não me deixa, só.
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