segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Porra, São Pedro...

Sei lá... Sei lá... Sei lá... esse calor que fode alma adentro me faz pensar apenas nesse calor que fode alma adentro. O corpo sua, a mão seca que seca a testa molhada feito para-brisa, a sede queima, a água desce seca, seca e rasga. E a chuva nunca vem. São Paulo, a terra da garoa... garoa de sol, garoa de luz cortante...
Saudades da chuva; aquela chuva que refrescava e acalmava tudo após a tempestade de calor que hoje castiga veementemente as más bocas; más bocas que antes tanto zombava do nordeste e sua sequidão, mas que agora sofrem com o que antes era-se apenas alheio aos zombadores das más bocas... até parece um castigo de São Pedro.
O ventilador sopra quente. As paredes são uma fornalha. As moscas me atacam obscenamente, brincando de pousar sem escrúpulos e tapeando minha mão que as persegue inutilmente...
Saudades de quando a água executava a sede brutalmente... agora apenas dá a ela uns tapas camaradas...  
Esse mormaço abafado parece uma prisão sufocante... TUDO É QUENTE... sei lá... só espero que São Pedro pare de putaria e volte com a normalidade que reinava... cansei de experimentar o sabor do inferno.

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