O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain) é um filme tão simpático e artístico quanto a beleza da sua protagonista, Andrey Tautou. O longa foi dirigido por Jean-Pierre Jeunet e lançado em 2001. O filme é um recente clássico do cinema francês, sendo indicado, além de ter vencido, à diversas premiações.
A história se inicia falando de Amélie: uma moça que teve a infância privada do relacionamento com as outras crianças por conta de uma suposta taquicardia que ela esboçava sempre que seu pai a examinava mensalmente, porém tal 'problema' era apenas a emoção que a garota demonstrava com a aproximação do pai, que sempre deixou a desejar o afeto. Daí a taquicardia.
A comédia romântica, com uma sutil pitada de fantasia, se desenrola descritivamente no tecer de suas duas horas, expurgando aqui e ali fatos aleatórios da vida de Amélie, e da cidade. A criação da menina Amélie influência na forma com a qual ela vive seu mundo na fase adulta: levemente solitária com seu meio sociável limitado ao pessoal do Cafe Deux Moulins – seu local de trabalho.
Um gosto interessante e singular de Amélie é seu prazer nas pequenas coisas e gestos do cotidiano, como, por exemplo, afundar a mão num saco de grãos.
A vida passa, mas, de repente, toma um novo rumo quando em seu apartamento, no subúrbio de Paris, ela encontra uma pequena caixa com pequenos objetos. Julgando que esses objetos pertenciam ao antigo proprietário, Amélie embarca numa curta aventura para devolver os singelos pertences a seu dono. Terminando sua mini jornada, e com sucesso, ela decide ajudar as pessoas em pequenas ações, assim como o faz no seu “hobbie” – no caso do hobbie, jubilando-se com outras pequenas coisas. E em meio a seu novo sentido de vida, ingressa numa outra aventura, talvez mais excitante e ambiciosa que a última. Aventura que transcendera e transcenderá sua austeridade: a paixão.
A plasticidade da obra é notável e minimalista a cada cena. A fotografia é bela e precisa. E o romance que vai surgindo de minuto a minuto foge do clichê amoroso de Shakespeare, provando que o amor surge nos mais loucos mascaramentos da vida.

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