Já
é primavera – quente primavera.
Abro
os olhos, e o primeiro pensamento lucido que me vem é de estar acordado, o
segundo, é agradecer à vida pela vida.
Quente,
quente e quente, esta é a previsão. Calço os chinelos, visito o espelho, sinto
o banho, suo, devoro o café – o preto.
Escola,
velha escola... apenas umas poucas aulas, os amigos, ela, a interação e a
certeza de gargalhar por qualquer inutilidade me fazem ainda caminhar a você – e a necessidade do diploma, certamente.
Percurso
é rápido. Chego. Cumprimento, cumprimento, cumprimento, beijo, cumprimento. As
aulas voam devagar. Copio e aprendo e boio. Rio. Xingam-me. Ao meu lado gralhas
esperneiam como hienas assistindo a uma comédia, mas alegro-me em vê-la. Um coro de “O” soa,
alguém disse merda – mas, porém, todavia e entretanto, alegro-me ao vê-la.
Fim
da mesmice. Chego em casa. Téo me recebe com um amor quase crístico; retribuo
ao meu modo, ele sai. Arrumo-me, como e vou.
No
ônibus diversas expressões exprimem mil experiências e um milhão de percursos de
vida. No trabalho o aprendizado e a liberdade me fascinam. No busão, de volta,
leio, leio, contemplo o céu.
Em
casa – novamente –
surge o prazer em me despir da masmorra que a roupa se torna em dias quentes. O jantar é jantado. Escrevo.
Lembro-me dela, sorrio.

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