terça-feira, 8 de outubro de 2013

Bloody monday

É... O que eu temia aconteceu... Serviram arroz e ovo na “xepa”. Realmente uma triste notícia a nublar a gélida segunda de outubro. Semblantes desolados, tristes, digerindo com esforço a gororoba temida pelos plebeus. As “tia” com sorrisos sombrios acompanhavam de camarote a tortura que ocorria, ante aos estômagos solitários, que além de estarem presos na maldita prisão da fome, eram judiados cruelmente.
Mas nem tudo são trevas, num outro canto do intervalo, não tão distante, os burgueses exibiam com glória, seus malditos lanches deliciosos, que os saciavam com louvor. Lanches das mais diversas porcarias eram tragados. Refrigerante e enroladinho, refrigerante e esfirra, refrigerante e cachorro-quente. Intermináveis combinações borravam suas bocas sorridentes. Seus olhos delineados cintilavam à medida que tragavam aquele bagulho. Mas enfim, a felicidade e a tristeza, iam passando conforme o sinal chegava.

Três últimas aulas, e duas horas e meia, transformam-se em eternidade. Enquanto cabeças inquietas boiavam no mar de incertezas, enquanto bolinhas de papéis não identificadas eram avistadas, enquanto as maquiadoras enfeitavam-se com tanto prazer quanto enfeitar uma árvore de natal, o tempo passava. Até que bate o sinal, e o suspiro de alívio, formava um coro agradável na sala.

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