– “Tropas americanas
desembarcam na Alemanha e na Índia, os ataques...”.
Acordei de súbito, assustado pelo volume alto da TV, e... Puta merda, eu dormi! Não podia ter me dado a esse luxo. O mundo perto do fim, e eu cheirando a uísque, babando, com a cabeça doendo e sem matéria alguma para entregar ao jornal. Sai de cima de alguns rascunhos que estavam sobre a mesa – nada importante. Eu precisava fumar. Chovia lá fora, mas eu queria abrir a janela mesmo assim, ela ficava à direita da minha poltrona. Segurei-a – era daquelas de correr –, sua base estava úmida, a forcei para cima... Mas não subia, estava emperrada. Fiz mais força e meus braços escorregaram, cedendo o cotovelo sobre o vidro, trincando-o. “DROGA!” – berrei – Mas eu não queria me estressar naquele momento. A dor de cabeça já bastava. Acendi o cigarro e fumei-o sem a janela.
Eu escrevia para o caderno de política, e tinha de encher as linhas de linguiça explicando de que forma a Rússia atacou os Estados Unidos – com as bombas hora! Mas esse era o jogo, eles adoravam os pormenores. O telefone tocou:
– Alô?
– Bom dia senhor, gostaria de conhecer nossos serviços de telefo...
– Vá te foder! – bradei, o interrompendo e desligando o telefone.
Minha barba estava por fazer, eu gostava dela daquele jeito. Fui à cozinha buscar o que beber, tinha álcool ou álcool, optei pelo álcool – eu estava sem fome. Talvez eu fosse alcoólatra, mas não importava, eu pensava melhor bêbado, e aquilo me sustentava, saciando meu vicio e garantindo minha sobrevivência. Isso tornava a bebida minha benção e minha maldição.
Acordei de súbito, assustado pelo volume alto da TV, e... Puta merda, eu dormi! Não podia ter me dado a esse luxo. O mundo perto do fim, e eu cheirando a uísque, babando, com a cabeça doendo e sem matéria alguma para entregar ao jornal. Sai de cima de alguns rascunhos que estavam sobre a mesa – nada importante. Eu precisava fumar. Chovia lá fora, mas eu queria abrir a janela mesmo assim, ela ficava à direita da minha poltrona. Segurei-a – era daquelas de correr –, sua base estava úmida, a forcei para cima... Mas não subia, estava emperrada. Fiz mais força e meus braços escorregaram, cedendo o cotovelo sobre o vidro, trincando-o. “DROGA!” – berrei – Mas eu não queria me estressar naquele momento. A dor de cabeça já bastava. Acendi o cigarro e fumei-o sem a janela.
Eu escrevia para o caderno de política, e tinha de encher as linhas de linguiça explicando de que forma a Rússia atacou os Estados Unidos – com as bombas hora! Mas esse era o jogo, eles adoravam os pormenores. O telefone tocou:
– Alô?
– Bom dia senhor, gostaria de conhecer nossos serviços de telefo...
– Vá te foder! – bradei, o interrompendo e desligando o telefone.
Minha barba estava por fazer, eu gostava dela daquele jeito. Fui à cozinha buscar o que beber, tinha álcool ou álcool, optei pelo álcool – eu estava sem fome. Talvez eu fosse alcoólatra, mas não importava, eu pensava melhor bêbado, e aquilo me sustentava, saciando meu vicio e garantindo minha sobrevivência. Isso tornava a bebida minha benção e minha maldição.
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